O Futuro interpreta o passado: final de semana a puro Rock

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soda

Soda e cique

As grandes bandas voltam ao cenário. Mas desta vez com interpretações interessantes e inovadoras.

Soda Stereo esta na boca de todos pelo show “No Descansaré” do Cirque du Soleil. Uma produção inspirada na sua música e historia.

Mais informação: lINk

Ingressos: Aqui

 

indio

Indio ao vivo!

Do lado oposto e ainda em atividade, El Indio volta ao vivo, desta vez na cidade de Olavarria, província de Buenos Aires. Se estima que quase 150.000 estarão presentes na comunião Ricotera.

Mais informação: aqui

 

Ceremonia

RP e sua ceremonia homenageada!

Finalmente, los Ratones paranoicos tem mais uma homenagem ao seu Rock. “Ceremonia” o tributo aos Ratones Paranoicos feito por bandas novas e inovadoras e editado por Geiser Discos.

juanse faando sobre a homenagem

 

Mais informação: aqui e aqui

juanse escutando a homenagem: Aqui

 

Callate Mark com sua Versão de “Enlace”

Para Siempre – Francisca y Los Exploradores (ft. Julieta Venegas)

Curtam dos Aires Buenos da Musica

 

Cinema Argentino: Cidadão Ilustre ao Oscar.

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el-ciudadano

Assisti o Cidadão Ilustre no Festival do Rio 2016. A sala estava lotada, nem uma cadeira livre. Ao terminar o filme, toda a plateia ficou em pé, aplaudindo. Gostei e muito.

O cidadão Ilustre é uma boa surpresa. Não porque os diretores (Mariano Cohn y Gastón Duprat) não tenham dado antes outras surpresas como por exemplo: “El Artista” (2008), “El Hombre de al Lado” (2009), y “Querida, voy a Comprar Cigarrillos y Vuelvo” (2011).

O Daniel Mantovani (Martinez), ganhador do Premio Nobel de literatura faz 40 anos que não regressava a Salas, sua pequena cidade na Argentina, que o convida para receber o premio de cidadão ilustre.

Um roteiro bem feito que coloca ao espectador numa volatilidade constante de sensações. O filme não para de inicio ao Fim. A partir de ideias simples de “cidade pequena inferno grande”, o filme é uma comedia, é um suspenso e é um drama costurado pelo humor no limite do grotesco. O filme tem contrastes e absurdos o tempo todo, exagerando e parodiando o tempo todo a vida e costumes de uma cidade pequena a partir dos passos do protagonista.  Nesse processo, existem uma infinidade de clichês e estereótipos argentinos com sentimentos universais. O filme a partir do humor (ironia e sarcasmo) coloca na mesa o intelectualismo, o egocentrismo, o cosmopolita, certos lugares comuns e misérias da argentinidade, e claro, a vida de uma cidade do interior de Buenos Aires.

Numa estética que de primeira parece simplistas mas que no correr do tempo é parte da linguagem para aumentar o sarcasmo e humor do filme. Um casting realmente bom, com um protagonista (Martinez) que sabe do que se trata seu trabalho, com bons personagens que rodeiam e multiplicam.

Li varias criticas, algumas que gostaram outras que falavam sobre o ruim e estereotipado do filme. Não se tomem tão a serio. O filme consegue colocar certos pontos, ideias de formas incomodas, com humor, mas não se trata de um artigo acadêmico sobre a misérias da argentinidade e as cidades pequenas. O filme consegue te fazer rir, te incomodar e ao mesmo alfineta ao espectador. O filme foi o escolhido para representar Argentino no próximo premio Oscar. 

Aconselho e muito!

 

Dados:

El ciudadano ilustre (Argentina-España/2016).

Direção e fotografía: Mariano Cohn y Gastón Duprat.

Elenco: Oscar Martínez, Dady Brieva, Andrea Frigerio, Nora Navas, Manuel Vicente, Julián Larquier, Belén Chavanne, Gustavo Garzón, Emma Rivera y Marcelo D’Andrea.

Roteiro: Andrés Duprat.

Música: Toni M. Mir.

Edição: Jerónimo Carranza.

Desenho de produção: María Eugenia Sueiro.

Distribuidora: Buena Vista International.

Duração: 118 minutos.

Apta para maiores de 13 anos.

 

Curtam dos Aires Buenos do Cinema!

Brasil e Argentina: um Amor-Ódio construído

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amizade

Já faz um bom tempo que moro no Brasil. E como argentino, a cidade me lembra minha nacionalidade a cada evento que a Argentina é parte. E os comentários são sempre bipolares: salientado o melhor ou o pior. Em geral o segundo.

Somos culturas complementares, não excludentes. O que a gente tem em demasia, o brasileiro carece. E, claro, vice-versa. Na Argentina, temos a crítica raivosa a tudo, a segurança do argento que o torna arrogante (mas na verdade é mais para o lado da ignorância), as cores monocromáticas, a latinoamericanidade, o vinho, o tango, os mullets, o drama, e o conflito em cada resposta. Tudo convive de forma harmoniosamente furiosa na nossa sociedade. Enfim, somos os melhores do mundo. O brasileiro, com sua leveza ante a vida, sua fortaleza, seu exagero, a sua infinita diversidade, a cerveja, sua complexa tolerância, o carnaval, a música, o nacionalismo, habitam “cordialmente” na contradição. Enfim, somos os maiores do mundo.

Desde que moro no Brasil, quando vem uma frente fria no Rio de Janeiro a apresentadora de TV fala: “Argentina novamente nos envia o mau tempo”. Isso é uma construção. Do vilão. Não é um produto inocente. A praia dos cariocas não depende da vontade do povo argentino. Também o Galvão Bueno falando “os Hermanos não são fáceis” de forma pejorativa e precariamente sarcástica, estendendo o conceito por fora do esporte. Ou, “Eu sempre torço contra eles, em tudo”. O mito do argentino mau e arrogante faz parte de uma construção histórica, mas multiplicada nas últimas décadas que nada fala das transformações e crises da Argentina. O Silvio Santos tenta representar ao argentino a traves de um Carlos Tevez acrônico, burro e pronto para ser humilhado. Longe de se tratar um humor inventivo, se trata da construção do preconceito, do vilão, do diferente que não é bom. De que temos medo?

O argentino não é fácil. É conflitivo ao extremo. Por isso a psicanálise deve ser o esporte preferido dos argentinos. Mas necessário. Porque Argentina é campeã na procura das misérias internas. A contextura física do argento se dá nas palavras. O sexo argentino se dá nos cafés e não nas praias. É a oralidade do sexo e não o físico dele. O “Brasil decime que se siente” é simplesmente a utilização dessa característica, mesmo sabendo da ausência de estrelas no escudo da seleção.

Mas essa construção do argentino nada coincide quando a conversa consegue atravessar o véu da ignorância do preconceito: porque vocês são mais políticos, vocês saem às ruas, vocês são mais educados, Buenos Aires é Europa (como si isso fosse um cumprido). Enfim, todos os países têm coisas boas e singulares.

O argentino é briguento, irritante, provocador. Carece de convivência com a diversidade. E talvez por ficar no fim do mundo precise notoriedade. Quer ser o melhor, mas isso fala da individualidade. Somos profundamente pouco tolerantes, com todos os significados que a tolerância abraçe.

Mas rivais? Rivais não somos. Somos rivais no futebol, mas não na vida. E essa é a visão mais ou menos existente na Argentina. Mas parece que a TV nos coloca como rivais, como irmãos distantes, ressaltando o que temos de pior. A construção só de uma faceta argentina, do mau. Mas o futebol não é a única arena da vida. É só uma delas. Somos dois povos irmãos que se gostam, mas se sacaneam o tempo todo. Isso não é ser rival, é saber incomodar ao outro. Como fazem os irmãos. Claro, também existem babacas. Mas neles nem importa a nacionalidade, existem em todos os lugares.

Porém, ao ligar a TV pareceria que as nossas relações são sintetizadas na perigosa imagem do futebol. E o futebol é paixão e irracionalidade, catarses de frustações. Mas nossas sociedades não são somente isso. Brasil não é só carnaval, é o povo trabalhador, e o argentino não é só tango ou Bariloche. Somos diversos, e de isso nos alimentamos. Se nos permitimos aceitar a redução de nossas singularidades a uma competição única como o caso do futebol, a gente perde a grande parte do que somos e do que precisamos para melhorar.

Eu adoro quando Argentina ganha do Brasil no futebol, mas depois disso continuo com o chopp no boteco. A vida continua, na boa, e fora do futebol é onde aprendo o tempo todo com os brasileiros o que minha cultura carece e o que ela tem de bom. Imaginem uma vida sem saideira?.

 

Curtam dos Aires Buenos da diversidade!

Mulheres Olímpicas 2016

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Egito x Alemanha: Doaa Elghobashy e Kira Walkenhorst disputam bola na rede (Foto: REUTERS/Lucy Nicholson)

As olimpíadas são o momento mais importante do esporte mundial. E o esporte é um dos espaços mais importante que temos na vida para aprender da vida, da inclusão, da derrota e da aceitação, entre muitas outras qualidades.

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No Rio 2016, as mulheres estão indicando o norte para um mundo melhor, pacifico e inclusivo. O mundo precisa da liderança das mulheres. O homem é especialista em violência e exclusão.

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La peque – Imagem internet

Tanto no Brasil como na Argentina foram mulheres que outorgaram as primeiras medalhas de ouro (Rafaela Silva e a Paula “Peque” Pareto). As duas em uma disciplina historicamente dominada e regentada pelo mundo masculino. Elas são um exemplo de luta ante adversidade.

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Cuak! – Imagem internet

O time de futebol das mulheres do Brasil é sem lugar a duvidas o exemplo de luta pela igualdade no esporte. Um histórico de injustiças com este time que hoje estão sendo apoiadas pela raiva existente ao time masculino de futebol. Não porque elas são melhores, e sim porque os homens estão jogando mal! continuam as injustiças dos torcedores que utilizam o time feminino para “punir” o time masculino. Isso não é valorar o time das mulheres!. Onde posso comprar a camiseta da Marta? Não, em loja nenhuma. Imaginem se Messi fosse mulher?, bom, existe Marta que esta num patamar maior.

Katinka

Katinka – Imagem internet

Mas não só na região as mulheres estão liderando, guiando e orientando ao mundo. A Katinka Hosszu, nadadora que esta se tornando em mito, que veio desde Hungria para dominar ao mundo,  esta nos mostrando mais uma vez a fortaleça da mulher. Mas mesmo assim, a mídia fala mais do marido do que as vitorias dela: LINK . Mundo louco e machista, não necessariamente nessa ordem!

Ela e outro

É outro – Imagem internet

E que falar da Majlinda Kelmendi, de Kosovo, ganhadora da primeira medalha olímpica. Muitos falam do ” com muito orgulho e com muito amor” mas a Kelmendi passou da fala à realidade: ela lutou durante anos por representar a Kosovo, que se independizou em 2008. Nos jogos de Londres 2012 ela representou a Albânia porque Kosovo no era reconhecido pelo Comité Olímpico Internacional (COI).

Refugee Swimmer Yusra Mardini - Photocall

BERLIN, GERMANY – MARCH 09: Yusra Mardini of Syria during a training session at the Wasserfreunde Spandau 04 training pool Olympiapark Berlin on March 9, 2016 in Berlin, Germany. (Photo by Alexander Hassenstein/Getty Images for IOC)

Não posso deixar de falar da Yusra Mardini, a refugiada que fugiu da Síria nadando. Com apenas 18 anos, a jovem de Damasco faz sua estreia o dia 6 na Olimpíada do Rio, como parte da Equipe Olímpica de Atletas Refugiados. De acordo com o Acnur, Yusra e sua irmã, Sarah, foram responsáveis por salvar os passageiros desesperados quando o barco que fazia a perigosa travessia entre a Turquia e a Grécia encalhou. Elas nadaram durante três horas e meia até o barco atravessar o Mediterrâneo (Fonte Brasil Post). Outras atletas refugiadas (LINK)

 

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Paz – Imagem internet

Alem dos pódios, as mulheres estão nos mostrando a importância do esporte para lidar com a diferença e aprender sobre a inclusão. Mais exemplos com as meninas da Korea do Norte com a do Sul, e da mulher de Egito com a Alemã. Outras demostrações como o pedido de casamento à jogadora de Rugby Izzy Cerullo pela companheira.

 

Amor em tempos olímpicos: LINK

Refugiada nas olimpiadas: LINK

Jornalismo Tarado: LINK

Os corpos e as olimpíadas: LINK

E só para lembrar:

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FORA!

 

Curtam dos Aires Buenos da mulher em Luta!

A política do humor. Formas de entender o mundo

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A América latina esta em plena mudança de orientação política-economica. A quebra institucional no Brasil aprofundou os problemas nos países da região. Um horizonte complexo.

Todos discutem de politica mas poucos escutam respeitando a opinião do outro, do pensar diferente. Claro, está polarização não é propiedad do Brasil mas do contexto mundial, lamentavelmente.

O humor é uma das melhores formas para lidar neste momento. Mas ter humor não significa banalizar a realidade, só tornar-a mais leve mas com a mesma profundidade nas discussões.

Ou se resigna ou se indigna falama o Darcy Ribeiro. Eu nunca me resigno. 


Curtam dos Aires Buenos do humor político!